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Casa Eficiente já tem apoio do BEI

O financiamento do Programa “Casa Eficiente”, que irá apoiar intervenções de melhoria da eficiência energética e hídrica das casas e edifícios portugueses, recebeu o aval, sob a forma de pré-aprovação, do Banco Europeu de Investimento (BEI), na passada segunda-feira, dia 22 de maio.

Com uma dotação de 200 milhões de euros, o programa terá uma linha de financiamento, através de empréstimos bonificados, com condições muito favoráveis e irá apoiar diversas tipologias de operações: instalação de janelas eficientes, aplicação de isolamentos térmicos, instalação de painéis solares e carregadores de veículos elétricos, intervenções que visem a melhoria da eficiência hídrica. Os apoios serão disponibilizados pela banca comercial, mas metade da dotação (100 milhões de euros) será concedida pelo BEI.

A CPCI será a entidade promotora do programa, que tem como objectivo numa primeira fase melhorar cerca de 100 mil habitações do ponto de vista energético, e irá implementá-lo com o apoio técnico da ADENE através da criação do Portal Casa Eficiente, que funcionará como um balcão virtual, no qual poderão dar entradas as candidaturas e serão disponibilizadas informações como o tipo de obras financiadas, as poupanças estimadas ou as empresas habilitadas para a realização dos trabalhos.

Após uma avaliação técnica das candidaturas, o processo será enviado para o banco que, depois de uma análise, disponibilizará o empréstimo em condições financeiras definidas.

Poderão recorrer aos apoios a generalidade dos proprietários de casas e edifícios, sejam eles particulares, empresas ou condomínios, de todas as dimensões e localizações geográficas.

O presidente da ANFAJE, João Ferreira Gomes, mostra-se satisfeito com a execução do Programa «Casa Eficiente», na medida em que este “irá promover o sector da construção, e nomeadamente o sector das janelas e fachadas, gerando mais emprego e mais volume de negócios para as empresas, além de ser uma enorme oportunidade para melhorar o conforto térmico e eficiência energética dos edifícios portugueses”.