Área de Associados

Eficiência Energética

Eficiência Energética dos edifícios

A melhoria da eficiência energética dos edifícios portugueses é fundamental para a sustentabilidade energética do país.

Aproximadamente 40% da energia final na Europa é consumida nos edifícios (iluminação, energia de aquecimento e de arrefecimento), pelo que é fundamental adoptar medidas de eficiência energética que permitam à União Europeia cumprir o compromisso assumido no âmbito do Protocolo de Quioto.

O desafio da União Europeia é ambicioso: reduzir o consumo energético em 50%, o que representa uma redução anual de 400 milhões de toneladas de CO2.

Em Portugal, no âmbito de uma política que pretende um modelo energético racional e sustentável,  foram desenvolvidos programas e planos que executem objectivos específicos e que permitam dinamizar medidas a todos os níveis:

·         PNAEE - Plano Nacional de Ação para a Eficiência Energética

·         PNAER - Plano Nacional de Ação para as Energias Renováveis

·         ECO.AP - Programa de eficiência Energética para a Administração Pública


Certificação Energética dos edifícios

Neste contexto, foi publicada a Directiva nº 2002/91/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de Dezembro, relativa ao desempenho energético dos edifícios (EPBD). Para além de outros requisitos, a EPBD estabelece que todos os Estados-Membros implementem um sistema de certificação energética nos edifícios.  Revista em 2010 como Directiva nº 2010/31/CE, esta versão da EPBD adopta um conjunto de novos desafios, parte deles alavancados com a introdução do Certificado Energético do edifício.

Com a transposição da Directiva para Portugal, existirá uma maior visibilidade da certificação energética e das respectivas classes energéticas, quer nos edifícios novos e reabilitados, quer nos imóveis sujeitos a arrendamento.

O Certificado Energético, obrigatório a partir de Janeiro de 2010, confere uma etiqueta de desempenho energético aos edifícios, permitindo classificá-los numa escala que varia de A+ (elevada eficiência) a G (baixa eficiência), o que assegura uma fácil interpretação por parte do consumidor quanto aos gastos em energia da sua casa ou do seu edifício. Além disso, são identificadas potenciais medidas de melhoria de desempenho energético e de qualidade do ar interior para proporcionar uma maior economia de energia.

Em Portugal, a entidade responsável pela gestão do Sistema Nacional de Certificação Energética dos Edifícios é a ADENE – Agência para a Energia.


Reabilitação energética de vãos envidraçados

Num quadro de aumento das exigências de melhoria da eficiência energética dos edifícios portugueses, a melhoria das características dos edifícios ao nível do isolamento da envolvente externa e dos vãos envidraçados (janelas e fachadas leves)  e dos seus sistemas energéticos é indispensável ao aumento da qualidade e da sustentabilidade da construção.

Em Portugal, existem cerca de 3 milhões de fogos com janelas ineficientes (janelas com vidro simples e com caixilharia sem corte térmico). Deste modo, é fundamental a introdução de medidas de melhoria energética dos vãos envidraçados para aumento do conforto térmico e acústico, com a consequente redução dos consumos energéticos.

As medidas de melhoria energética dos vãos envidraçados e a sua contribuição para a melhoria da eficiência energética dos edifícios portugueses foram reforçadas com a introdução de novos requisitos de referência nos novos regulamentos (Regulamento de Desempenho Energético de Edifícios de Habitação - REH e Regulamento de Desempenho Energético de Edifícios de Comércio e Serviços - RECS) e da criação do Sistema de Etiquetagem Energética de Janelas - SEEP JANELAS.

A criação da Etiquetagem Energética de Janelas permite que todas as janelas eficientes produzidas em Portugal possam ter apostas uma etiqueta energética. A etiqueta energética de janelas pode assim atestar a contribuição de cada janela para a melhoria da eficiência energética de cada edifício.